quinta-feira, 15 de setembro de 2011

E pu-lo no chão a correr...

Entrei no café com um rio na algibeira

e pu-lo no chão,
a vê-lo correr
da imaginação...




A seguir, tirei do bolso do colete
nuvens e estrelas
e estendi um tapete
de flores
a concebê-las.


Depois, encostado à mesa,
tirei da boca um pássaro a cantar
e enfeitei com ele a Natureza
das árvores em torno
a cheirarem ao luar
que eu imagino.




E agora aqui estou a ouvir
A melodia sem contorno
Deste acaso de existir
-onde só procuro a Beleza
para me iludir
dum destino.


José Gomes Ferreira


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