quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Ebook gratuito – Obra completa de Van Gogh

Pensamento

«Toda a minha vida procurei nos livros respostas para a curiosidade mais profunda. Tenho lido, muito até, mas não sei se tenho lido os livros certos. Parti para a leitura com o espírito aberto, perguntando: Qual é a resposta? Todos os livros fizeram silêncio. 

Vou mudar de paradigma e passar a perguntar: Qual é a pergunta?» 

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

1% manda no mundo


O patrimônio acumulado pelo 1% das pessoas mais ricas do mundo superou em 2015 o dos 99% restantes, um ano antes do que as previsões a respeito - informa a ONG britânica Oxfam, nesta segunda-feira, às vésperas do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.
O Fórum começa nesta quarta-feira, 20 de janeiro.
"O fosso entre a faixa dos mais ricos e do restante da população (do planeta) se aprofundou de maneira espetacular nos últimos 12 meses", constata um relatório da ONG intitulado "Uma economia a serviço do 1%".
"No ano passado, a Oxfam previu que isso aconteceria em 2016. No entanto, aconteceu já em 2015: um ano antes", alerta o informe.
Para ilustrar essa enorme diferença nas desigualdades nesses últimos anos, a ONG calcula que "62 pessoas possuem tanto (capital) quanto a metade mais pobre da população mundial". Há apenas cinco anos, eram 388.
"Esses números deveriam chocar o mundo", afirma à AFP Katy Wright, assessora da ONG. "Infelizmente, estamos começando a nos habituar a repetição deste tipo de estatística apocalíptica. O que pedimos hoje são verdadeiras medidas" para inverter esta realidade, explicou.
A ONG convoca os participantes de Davos a agir. "Não podemos continuar deixando que centenas de milhões de pessoas passem fome, quando os recursos para ajudá-los estão concentrados no topo da cadeia por algumas poucas pessoas", afirma Manon Aubry, encarregada dos assuntos de Justiça Fiscal e Desigualdades da Oxfam França, citada em um comunicado.
Segundo a Oxfam, "desde o início do século XXI, a metade mais pobre da humanidade se beneficia de menos de 1% do aumento total da riqueza mundial, enquanto que o 1% mais rico distribuiu entre si a metade dessa alta".
"Há uma espécie de círculo vicioso. Mais as pessoas ficam ricas, mais se tornam poderosas e mais se esforçam para contornar as regras em benefício próprio", denuncia Wright, que chama os líderes políticos do mundo inteiro a garantir para as suas populações que "todos os impostos sejam pagos e investidos corretamente na saúde e na educação".
Para enfrentar esse crescimento das desigualdades, a Oxfam pede, em particular, que se ponha fim "à era dos paraísos fiscais", destacando que nove em cada dez empresas que aparecem "entre os sócios estratégicos" do Fórum "estão presentes em pelo menos um paraíso fiscal".
"Devemos encarar os governos, empresas e elites econômicas presentes em Davos para que se comprometam a pôr fim a esta era dos paraísos fiscais, que alimentam as desigualdades mundiais e impedem centenas de milhões de pessoas de sair da pobreza", afirma a diretora-geral da Oxfam International, Winnie Byanyima, que estará em Davos. 


Terramotos de 2000 a 2015

Os erros



A confusão a fraude os erros cometidos 
A transparência perdida — o grito 
Que não conseguiu atravessar o opaco 
O limiar e o linear perdidos 

Deverá tudo passar a ser passado 
Como projecto falhado e abandonado 
Como papel que se atira ao cesto 
Como abismo fracasso não esperança 
Ou poderemos enfrentar e superar 
Recomeçar a partir da página em branco 
Como escrita de poema obstinado? 

Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas" 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Miguel Torga


Miguel Torga morreu há 21 anos (17-1-1995)

Aos Poetas

Somos nós
As humanas cigarras.
Nós,
Desde o tempo de Esopo conhecidos...
Nós,
Preguiçosos insectos perseguidos.

Somos nós os ridículos comparsas
Da fábula burguesa da formiga.
Nós, a tribo faminta de ciganos
Que se abriga
Ao luar.
Nós, que nunca passamos,
A passar...

Somos nós, e só nós podemos ter
Asas sonoras.
Asas que em certas horas
Palpitam.
Asas que morrem, mas que ressuscitam
Da sepultura.
E que da planura
Da seara
Erguem a um campo de maior altura
A mão que só altura semeara.

Por isso a vós, Poetas, eu levanto
A taça fraternal deste meu canto,
E bebo em vossa honra o doce vinho
Da amizade e da paz.
Vinho que não é meu,
Mas sim do mosto que a beleza traz.

E vos digo e conjuro que canteis.
Que sejais menestréis
Duma gesta de amor universal. 

Duma epopeia que não tenha reis, 
Mas homens de tamanho natural. 
  
Homens de toda a terra sem fronteiras. 
De todos os feitios e maneiras, 
Da cor que o sol lhes deu à flor da pele. 
Crias de Adão e Eva verdadeiras. 
Homens da torre de Babel.  

Homens do dia-a-dia 
Que levantem paredes de ilusão. 
Homens de pés no chão, 
Que se calcem de sonho e de poesia 
Pela graça infantil da vossa mão. 
  
Miguel Torga, in 'Odes'

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Concurso: Conta-nos uma história....

Concurso "Conta-nos uma história!"

O Ministério da Educação e Ciência (MEC), através da Direção-Geral da Educação (DGE), do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares(RBE) e do Plano Nacional de Leitura (PNL), em parceria com a Microsoft, lança a 7.ª Edição do concurso "Conta-nos uma história!".
Esta iniciativa pretende fomentar a criação de projetos desenvolvidos pelas escolas de Educação Pré-Escolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico que incentivem a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), nomeadamente tecnologias de gravação digital de áudio e vídeo.
O ato de contar histórias desempenha um papel extremamente relevante nas aprendizagens dos alunos destes níveis de educação e ensino, quer na aquisição de conhecimentos, competências e valores quer nas atividades de carácter mais lúdico.
As histórias a admitir a concurso podem ser originais ou consistir em recontos com base em fábulas, parábolas, contos, mitos ou lendas e outros textos já existentes, podendo ser humorísticas, educativas, tradicionais, etc. Em todos os casos, devem conter um narrador e diferentes personagens, sendo obrigatória a existência de diálogos.


Aproveita o tempo