Mostrar mensagens com a etiqueta Autor do Mês. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Autor do Mês. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Autor do mês - Gabriel García Márquez




Gabriel García Márquez, também conhecido por Gabo, nasceu em 6 de março de 1927, na cidade de Aracataca, Colômbia, filho de Gabriel Eligio García e de Luisa Santiaga Márquez, que tiveram ao todo onze filhos. Logo depois que García Márquez nasceu, seu pai se tornou um farmacêutico. Em janeiro de 1929, seus pais se mudaram para Barranquilla, enquanto García Marquez permaneceu em Aracataca. Foi criado por seus avós maternos, Doña Tranquilina Iguarán e o coronel Nicolás Ricardo Márquez Mejía. Quando ele tinha oito anos, seu avô morreu, e ele se mudou para a casa de seus pais em Barranquilla, onde seu pai era proprietário de uma farmácia.
Seu avô materno Nicolás Márquez, que era um veterano da Guerra dos Mil Dias, cujas histórias encantavam o menino, e sua avó materna Tranquilina Iguarán, exerceram forte influência nas histórias do autor. Um exemplo são os personagens de Cem Anos de Solidão.
Gabriel estudou em Barranquilla e no Liceu Nacional de Zipaquirá. Passou a juventude ouvindo contos das Mil e Uma Noites; sua adolescência foi marcada por livros, em especial A Metamorfose, de Franz Kafka. Ao ler a primeira frase do livro, "Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso", pensou "então eu posso fazer isso com as personagens? Criar situações impossíveis?". Em 1947 muda-se para Bogotá para estudar direito e ciências políticas na universidade nacional da Colômbia, mas abandonou antes da graduação. Em 1948 vai para Cartagena das Índias, Colômbia, e começa seu trabalho como jornalista.
Seus livros alcançaram repercussão na Europa nos anos 1960 e 1970. Seus livros refletiam sobre os rumos políticos e sociais da América Latina. Teve como seu primeiro trabalho o romance "La Hojarasca" publicado em 1955. Em 1961 publica "Ninguém escreve ao coronel". A obra Relato de um náufrago, muitas vezes apontada como seu primeiro romance, conta a história verídica do naufrágio de Luis Alejandro Velasco e foi publicado primeiramente no "El Espectador", somente sendo publicada em formato de livro anos depois, sem que o autor soubesse. O escritor colombiano possui obras de ficção e não ficção, tais como Crônica de uma morte anunciada e O amor nos tempos do cólera. Em 1967 publica Cem Anos de Solidão - livro que narra a história da família Buendía na cidade fictícia de Macondo, desde sua fundação até a sétima geração -, considerado um marco da literatura latino-americana e exemplo único do estilo a partir de então denominado "Realismo Fantástico". Suas novelas e histórias curtas – fusões entre a realidade e a fantasia – o levaram ao Nobel de Literatura em 1982. Em 2002 publicou sua autobiografia Viver para contar, logo após ter sido diagnosticado um câncer linfático. Marquéz apontou como o seu mestre o escritor Norte-Americano William Faulkner




                  Gabriel Garcia Márquez esteve em Portugal no verão quente de 1975, durante 15 dias

García Márquez aterrou no aeroporto da Portela no primeiro dia de junho de 1975, proveniente de Roma. “Tive a sensação de estar a viver de novo a experiência juvenil de uma primeira chegada. Não só pelo verão prematuro em Portugal e pelo odor a marisco, mas também pelos ventos e pelos ares de uma liberdade nova que se respiravam por toda a parte (…).”

Obras publicadas
      O enterro do diabo: A revoada (La Hojarasca) (1955)
·         Maria dos prazeres
·         Relato de um náufrago
·         A sesta de terça-feira
·         Ninguém escreve ao coronel (1961)
·         Os funerais da mamãe grande
·         Má hora: o veneno da madrugada
·         Cem anos de solidão (1967)
·         A última viagem do navio fantasma
·         Entre amigos
·         A incrível e triste história de Cândida Eréndira e sua avó desalmada
·         Um senhor muito velho com umas asas enormes
·         Olhos de cão azul
·         O outono do Patriarca
·         Como contar um conto (1947-1972)
·         Crónica de uma morte anunciada (1981)
·         Textos do caribe
·         Cheiro de goiaba
·         O verão feliz da senhora Forbes
·         O Amor nos tempos do cólera (1985)
·         A aventura de Miguel Littín Clandestino no Chile
·         O general em seu labirinto
·         Doze contos peregrinos (1992)
·         Do amor e outros demónios (1994)
·         Notícia de um sequestro
·         Obra periodista 1: Textos Andinos
·         Obra periodista 3: Da Europa e América
·         Viver para contar
·         Memória de minhas putas tristes
Obra Jornalística 5: Crónicas, 1961-1984


Carta de despedida
Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida vestiria simplesmente, jogar-me-ia de bruços no solo, deixando a descoberto não apenas meu corpo, como também a minha alma. Deus meu, se eu tivesse um coração, escreveria o meu ódio sobre o gelo e esperaria que o sol saísse. Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre as estrelas um poema de Mário Benedetti e uma canção de Serrat seria a serenata que ofereceria à Lua. Regaria as rosas com as minhas lágrimas para sentir a dor dos espinhos e o encarnado beijo das suas pétalas.
Deus meu, se eu tivesse um pedaço de vida!… Não deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas: amo-te, amo-te. Convenceria cada mulher e cada homem de que são os meus favoritos e viveria apaixonado pelo amor.
Aos homens, provar-lhes-ia como estão enganados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saber que envelhecem quando deixam de se apaixonar. A uma criança, daria asas, mas deixaria que aprendesse a voar sozinha. Aos velhos ensinaria que a morte não chega com a velhice, mas com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com vocês, os homens… Aprendi que todos querem viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a rampa. Aprendi que quando um recém-nascido aperta, com sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo do pai, tem-no prisioneiro para sempre. Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se. São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas, a mim não poderão servir muito, porque quando me olharem dentro dessa maleta, infelizmente estarei a morrer.”

Citações

"Não se é de parte nenhuma enquanto não se tem um morto debaixo da terra.”
"Todos os seres humanos têm três vidas: a pública, a privada, e a secreta."
 "Para mim é suficiente ter a certeza que tu e eu existimos neste momento."
"Um verdadeiro amigo é aquele que segura na tua mão e toca no teu coração.”
“E então a escrita tornou-se tão fluída que eu às vezes me sentia como se estivesse a escrever pelo simples prazer de contar uma história, que pode bem ser a condição humana que mais se assemelha à levitação."
"É a vida, mais do que a morte, que não tem limites." 
                                                                                                                    Fonte: wikipedia

                                                          

Obras do autor disponíveis na biblioteca

      “ O amor nos tempos de cólera”
     “Crónica de uma Morte Anunciada”
“Cem anos de solidão”
“Memórias das minhas putas tristes”

segunda-feira, 10 de março de 2014

Maria Alberta Menéres

Maria Alberta Menéres nasceu em 1930, em Vila Nova de Gaia. Tem uma vasta obra poética, estando representada em várias antologias literárias nacionais e estrangeiras. Foi professora dos Ensinos Básico e Secundário nas disciplinas de Língua Portuguesa e História. É autora de inúmeros programas televisivos para crianças, tendo sido Diretora do Departamento de Programas Infantis e Juvenis da RTP de 1974 a 1986. Publicou mais de 69 livros para crianças (contos, poesia, BD, teatro e novela). Em 1986, recebeu o Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças "pelo conjunto da sua obra literária e pela manutenção de um alto nível de qualidade".

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Autor do mês - Aquilino Ribeiro

AQUILINO RIBEIRO

"Alcança quem não cansa", diz o ex-libris de Aquilino Ribeiro.
Não poderia ter escolhido melhor este escritor, que se designava a si próprio como um "obreiro das letras" e que trabalhou incansavelmente quase até ao dia da sua morte, chegada a 27 de maio de 1963; foi pouco depois de uma viagem ao Porto; aí ocorrera mais uma das muitas homenagens com as quais nesse ano, precisamente, o país consciente (e temerário) prestava tributo aos cinquenta anos de trabalho do "mestre", cuja arte de ficcionista, descontando alguma prosa de folhetim, começara a vir a lume em 1913, com a publicação do volume de contos Jardim das Tormentas.

Nascido a 13 de Setembro de 1885 no concelho de Sernancelhe, freguesia de Carregal de Tabosa (uma lápide assinala a casa onde se julga que nasceu), filho de Mariana do Rosário Gomes e do padre Joaquim Francisco Ribeiro, tem uma infância, ao que se sabe, de miúdo um pouco mais que travesso, a tal ponto que ainda hoje é possível encontrar na zona quem tenha ouvido contar histórias picarescas de um menino destinado pela família à vida de sacerdócio. A sua ida para o Colégio da Senhora da Lapa, em 1895, seria o início de um percurso que o leva seguidamente para Lamego, mais tarde para Viseu (ano de 1902), onde vai estudar Filosofia, e, pouco tempo depois, para o Seminário de Beja. Em 1904 é expulso do seminário, depois de ter dado uma réplica cortante a uma acusação do Padre Manuel Ançã, um dos dois irmãos que ao tempo dirigiam a instituição.


BIOGRAFIA
·         O Romance de Camilo - Obra em 3 volumes - a mais importante biografia de Camilo Castelo Branco já escrita e publicada (1956)

CONTOS
·         A Filha do Jardineiro  (1907)
·         Jardim das Tormentas  (1913)
·         Valoroso Milagre  (1919)
·         Estrada de Santiago, onde se inclui Malhadinhas  (1922)
·         Quando ao Gavião Cai a Pena  (1935)
·         Sonhos de uma Noite de Natal  (1934)

Obras para a infância a juventude
·         Romance da Raposa  (1924)
·         Arca de Noé I, II e III  (todos de 1936)
·         O Livro de Marianinha (lengalengas e toadilhas em prosa rimada) (1967)

Romances e novelas
·         A Via Sinuosa (1918)
·         Terras do Demo  (1919)

·         Filhas da Babilônia  (1920)
·         Andam Faunos pelos Bosques  (1926)
·         O Homem Que Matou o Diabo  (1930)
·         A Batalha sem Fim  (1932)
·         As Três Mulheres de Sansão  (1932)
·         Maria Benigna  (1933)
·         Aventura Maravilhosa  (1936)
·         S. Bonaboião, Anacoreta e Mártir  (1937)
·         Mónica  (1939)
·         O Servo de Deus e a Casa Roubada  (1941)
·         Volfrâmio  (1943)
·         Os avós dos nossos avós  (1943)
·         Lápides Partidas  (1945)
·         Caminhos Errados  (1947)
·         O Arcanjo Negro  (1947)
·         Cinco Réis de Gente  (1948)
·         A Casa Grande de Romarigães  (1957)
·         Quando os Lobos Uivam  (1958)
·         Arcas Encoiradas  (1962)
·         Casa do Escorpião  (1963)
História
·         Príncipes de Portugal. Suas grandezas e misérias" (1952)




quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Autor do Mês - Luís Sepúlveda








 1986 : Vivir a los 17
 2000 : Tierra del fuego
 2002 : Corazón verde
 2002 : Nowhere
 2004 : Corazón-bajo

Como REALIZADOR
1986 : Vivir a los 17 
2002 : Nowhere
2004 : Mano armada
2004 : Corazón-bajo

Como EDITOR
 2004 : Mano armada
 2004 : Corazón-bajo

Como ATOR
 1998 : La Gabbianella e il gatto: Poeta (voz) 2000 : Bibo per sempre : Il Barbone

Como DIRETOR DE FOTOGRAFIA 2004 : Corazón-bajo

Como PRODUTOR 2004 : Mano armada

PRÉMIOS E DISTINÇÕES

Luis Sepúlveda recebeu, entre outros, os seguintes prémios literários:

§  Prémio Gabriela Mistral de poesia (1976).
§  Prémio Rómulo Gallegos de novela (1978).
§  Prémio Tigre Juan de novela (1988).
§  Prémio de relatos cortos «La Felguera» (1990)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Autor do Mês - Manuel António Pina


Jornalista e escritor, Manuel António Pina nasceu no ano de 1943, no Sabugal, na Beira Alta, e faleceu a 19 de outubro de 2012, no Porto. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, em 1971, exerceu a advocacia e foi técnico de publicidade. Abraçou a carreira de jornalista no Jornal de Notícias, onde passou a editor. A sua colaboração nos "media" também se distribui pela rádio e pela televisão.

Autor de livros para a infância e juventude e de textos poéticos, a sua obra apresenta uma grande coesão estrutural e reflete uma grande criatividade, exige do leitor um profundo sentido crítico e descodificador."Brincando" com as palavras e os conceitos, num verdadeiro trocadilho, Manuel António Pina faz da sua obra um permanente "jogo de imaginação", tal labirinto que obriga a um verdadeiro trabalho de desconstrução para se encontrar a saída.
Afirmou-se como uma das mais originais vozes poéticas na expressão pós-pessoana da fragmentação do eu, manifestando, sobretudo a partir de Nenhum Sítio, sob a influência de T. S. Elliot, Milton ou Jorge Luis Borges, uma tendência para a exploração das possibilidades filosóficas do poema, transportando a palavra poética "quer para a investigação do processo de conhecimento quer para a investigação do processo de existência literária" (cf. MARTINS, Manuel Frias - Sombras e Transparências da Literatura, Lisboa, INCM, 1983, p. 72).
Transmissora de valores, muita da sua obra infantil e juvenil é selecionada para fazer parte dos manuais escolares, sendo também integrada em antologias portuguesas e espanholas.
Os seus textos dramáticos são frequentemente representados por grupos e companhias de teatro de todo o país e a sua ficção tem constituído o suporte de alguns programas de entretenimento televisivo, de que é exemplo a série infantil de doze episódios.


Histórias com Pés e Cabeça, 1979/80.
Como escritor, é autor de vários títulos de poesia, novelas, textos dramáticos e ensaios, entre os quais: em poesia - Nenhum Sítio (1984), O Caminho de Casa (1988), Um Sítio Onde pousar a Cabeça (1991), Algo Parecido Com Isto da Mesma Substância (1992); Farewell Happy Fields (1993), Cuidados Intensivos (1994), Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança (1999), Le Noir (2000), Os Livros (2003); em novela - O Escuro (1997); em texto dramático - História com Reis, Rainhas, Bobos, Bombeiros e Galinhas (1984), A Guerra Do Tabuleiro de Xadrez (1985); no ensaio - Anikki - Bóbó (1997); na crónica - O Anacronista (1994); e, finalmente, na literatura infantil - O País das Pessoas de Pernas para o Ar (1973), Gigões e Amantes (1978), O Têpluquê (1976), O Pássaro da Cabeça (1983), Os Dois Ladrões (1986), Os Piratas (1986), O Inventão (1987), O Tesouro (1993), O Meu Rio é de Ouro (1995), Uma Viagem Fantástica (1996), Morket (1999), Histórias que me contaste tu (1999), O Livro de Desmatemática e A Noite, obra posta em palco pela Companhia de Teatro Pé de Vento, com encenação de João Luís.

A sua obra tem merecido, frequentemente, destaque, tendo sido já homenageado com diversos prémios, como, por exemplo, o Prémio Literário da Casa da Imprensa, em 1978, por Aquele Que Quer Morrer; o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens e a Menção do Júri do Prémio Europeu Pier Paolo Vergerio da Universidade de Pádua, em 1988, por O Inventão; o Prémio do Centro Português de Teatro para a Infância e Juventude, em 1988, pelo conjunto da obra; o Prémio Nacional de Crónica Press Clube/Clube de Jornalistas, em 1993, pelas suas crónicas; o Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários, em 2001, por Atropelamento e Fuga; e o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava e o Grande Prémio de Poesia da APE/CTT, ambos pela obra Os Livros, recebidos em 2005. Em 2011 foi-lhe atribuído o Prémio Camões. Já a título póstumo foi ainda galardoado com o Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes, pelo livro «Como se Desenha uma Casa», e com o Prémio Especial da Crítica dos Prémios de Edição Ler/Booktailors 2012, pelo livro «Todas as Palavras – Poesia Reunida».