No âmbito da Semana da Leitura, escolhemos "5 poemas para 5 dias".
Este é o primeiro:
AS ÁRVORES E OS LIVROS
As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas
E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo nas nervuras.
As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».
É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.
Jorge Sousa Braga
Blog de divulgação das atividades da Biblioteca Escolar.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
sábado, 17 de abril de 2010
O Amor antigo
O amor antigo vive de si mesmo, não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão, nega a sentença.
O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito
e por estas suplanta a natureza.
Se em toda parte o tempo desmorona,
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o amor antigo, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.
[Drummond de Andrade]
Carlos Drummond de Andrade
Os ombros suportam o mundo
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Trabalho da aluna Laura Morais 12º B nº 16
terça-feira, 13 de abril de 2010
“Explicação do País de Abril”
País de Abril é o sítio do poema.
Não fica nos terraços da saudade
não fica nas longas terras. Fica exactamente aqui
tão perto que parece longe.
Tem pinheiros e mar tem rios
tem muita gente e muita solidão
dias de festa que são dias tristes às avessas
é rua e sonho é dolorosa intimidade.
Não procurem nos livros que não vem nos livros
País de Abril fica no ventre das manhãs
fica na mágoa de o sabermos tão presente
que nos torna doentes sua ausência.
País de Abril é muito mais que pura geografia
é muito mais que estradas pontes monumentos
viaja-se por dentro e tem caminhos veias
- os carris infinitos dos comboios da vida.
País de Abril é uma saudade de vindima
é terra e sonho e melodia de ser terra e sonho
território de fruta no pomar das veias
onde operários erguem as cidades do poema.
Não procurem na História que não ven na História.
País de Abril fica no sol interior das uvas
fica à distância de um só gesto os ventos dizem
que basta apenas estender a mão.
País de Abril tem gente que não sabe ler
os avisos secretos do poema.
Por isso é que o poema aprende a voz dos ventos
para falar aos homens do País de Abril.
Mais aprende que o mundo é do tamanho
que os homens queiram que o mundo tenha:
o tamanho que os ventos dão aos homens
quando sopram à noite no País de Abril.
Manuel Alegre - Praça da Canção - Porto: Campo das Letras, 1998
PORTAL BULLYING
Um portal, http://www.portalbullying.com.pt/, que informa, explica, ajuda pais, educadores, professores, crianças e jovens sobre este preocupante fenómeno.
"Uma das coisas importantes da não violência é que não procura destruir a pessoa, mas transformá-la." Martín Luther King
"Uma das coisas importantes da não violência é que não procura destruir a pessoa, mas transformá-la." Martín Luther King
Semana da Leitura
De 19 a 23 de Abril decorre na sede do Agrupamento de Escolas de Vila Flor, a Semana da Leitura: histórias contadas, leitura e animação, música e teatro. Participa
Alegrias do casamento
- O senhor, por acaso, não quer comprar uma biblioteca inteira de livros? É uma colecção de livros em óptimo estado que ganhei de herança.
- Que tipo de livros são?
- Ora essa!?... São livros de todas as cores!
- Nós não compramos livros a particulares. No entanto, se não leva a mal a pergunta, porque não fica com eles para si?
- Para mim?... E que vou eu fazer com um montão de livros?
- Eu diria… Lê-los!?...
- Eu ler?... Tenho apenas trinta e cinco anos.
- E o que é que isso tem a ver?
- Não, eu não! Ainda para mais sou solteiro, ia lá agora pôr-me a ler... Ainda se fosse casado.
Jaime Bulhosa
- Que tipo de livros são?
- Ora essa!?... São livros de todas as cores!
- Nós não compramos livros a particulares. No entanto, se não leva a mal a pergunta, porque não fica com eles para si?
- Para mim?... E que vou eu fazer com um montão de livros?
- Eu diria… Lê-los!?...
- Eu ler?... Tenho apenas trinta e cinco anos.
- E o que é que isso tem a ver?
- Não, eu não! Ainda para mais sou solteiro, ia lá agora pôr-me a ler... Ainda se fosse casado.
Jaime Bulhosa
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