"A juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada e a embriaguez passa, mas a estupidez dura para sempre."
Aristófanes, dramaturgo grego
Blog de divulgação das atividades da Biblioteca Escolar.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
Prefiro rosas
Prefiro rosas, meu amor, à pátria,
E antes magnólias amo
Que a glória e a virtude.
Logo que a vida me não canse, deixo
Que a vida por mim passe
Logo que eu fique o mesmo.
Que importa àquele a quem já nada importa
Que um perca e outro vença,
Se a aurora raia sempre,
Se cada ano com a primavera
As folhas aparecem
E com o outono cessam?
E antes magnólias amo
Que a glória e a virtude.
Logo que a vida me não canse, deixo
Que a vida por mim passe
Logo que eu fique o mesmo.
Que importa àquele a quem já nada importa
Que um perca e outro vença,
Se a aurora raia sempre,
Se cada ano com a primavera
As folhas aparecem
E com o outono cessam?
E o resto, as outras coisas que os humanos
Acrescentam à vida,
Que me aumentam na alma?
Nada, salvo o desejo de indiferença
E a confiança mole
Na hora fugitiva.
Ricardo Reis
quinta-feira, 20 de maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Alguns gostam de poesia
quer dizer nem todos.
Nem a maioria de todos, mas a minoria.
Excluindo escolas, onde se devee os próprios poetas,
serão talvez dois em mil.
Gostam -
mas também se gosta de canja de massa,gosta-se da lisonja e da cor azul,
gosta-se de um velho cachecol,gosta-se de levar a sua avante,
gosta-se de fazer festas a um cão.
De poesia -
mas o que é a poesia?
Algumas respostas vagasjá foram dadas,
mas eu não sei e não sei, e a isto me agarro
como a um corrimão providencial.
(poema de Wislawa Szymborska, Prémio Nobel de Literatura 1996)
terça-feira, 11 de maio de 2010
Mulheres ao espelho
Enquanto perverso rias
Tu fizeste o que podias
Para eu deixar de te amar
Tornaste as noites vazias
E não fosse eu querer esperar
Anoiteceste os meus dias
Inventaste mil pecados
Que eu não tinha cometido
Mil mentiras sem sentido
Desmanchaste os meus bordados
E retalhaste o vestido
Com que eu me tinha casado
Como bem sabes agora
E hás-de sentir vida fora
Tanto mal era escusado
Se te querias ir embora
Não ganhaste com a demora
Senão partires mais culpado
Não nego que me doeu
Mas juro que até à data
A dor de nada valeu
O amor não se desata
A tua paixão morreu
Mas a minha não se mata
Poema: Maria do Rosário Pedreira
Fotografia: Ron Jones
Subscrever:
Mensagens (Atom)




