quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Fala poesia

Isto de fazer poesia

hoje em dia
é carolice.
Há quem brinque
há quem ria
há quem ache esquisitice.

Mas que querem?
Se os poetas gostam de alinhar
versos e mais versos
e construir universos
de palavras?

Deixem falar os poetas
não se riam!
e vereis o universo
caber na linha dum verso!
Fala poesia!

Vasco Cabral, A luta é a minha Primavera

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sofia III

"Coragem e sensibilidade"
"O combate de liberdade, da igualdade e da cultura para si era um só"  Guilherme d' Oliveira Martins

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dia dos namorados


Das mulheres

Há mulheres

em quem as coisas podem confiar
e nelas permanecem.
Olhando-as os homens ao partir,
levam consigo a terra onde voltar,
e se as crianças correm para a frente
é dentro das mulheres,
essas mulheres
mais bravias que densa floresta
e tão mansas como um regato na manhã.

São elas que conhecem as palavras
que no silêncio falam
e sabem o rigor

com que uma casa se deve construir.

Rosa Lima, “Alquimia do Olhar”

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Concurso "Liga-te aos Outros"

A Fundação AMI lança o concurso “Liga-te aos Outros”, projecto que se destina a incentivar os jovens (a frequentar o 7ºano de escolaridade ou mais) a abarcar actividades de voluntariado na sua comunidade, em parceria com a escola.



A AMI pretende assim celebrar o Ano Europeu do Voluntariado, proclamado pela Comissão Europeia, e o Ano Internacional da Juventude, proclamado pelas Nações Unidas, estimulando os jovens para um maior envolvimento na sua comunidade e desenvolvendo a sua consciência social na detecção de casos sociais ou ambientais passíveis de serem resolvidos.


PARTICIPA!

para mais informações carrega aqui:
http://www.ami.org.pt/default.asp?id=p1p211p173p153&l=1&l=1

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Com as mãos

Com mãos se faz a paz se faz a guerra

Com mãos tudo se faz e se desfaz
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.

Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedra estas casas mas
de mãos E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.

E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.

De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.

Manuel Alegre, in “O Canto e as Armas”

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011